O cantor angolano Anderson Mário veio a público esclarecer as circunstâncias da sua participação no festival Rock in Rio, após a divulgação da notícia ter gerado diferentes interpretações entre os seguidores.
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Numa nota publicada na sua página do Instagram, o artista explicou que a sua presença no evento não resulta de um convite directo da organização do festival, mas sim de um convite feito pela dupla Calema, que integra o cartaz do Palco Mundo.
“Nota importante: Não foi um convite directo da equipa do Rock in Rio, mas sim um convite dos grandes Calemas que estarão fazendo um show maravilhoso no Palco Mundo e me chamaram para cantarmos a música Elavoko juntos e poder viver esse momento maravilhoso”, esclareceu.
O Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) realizou, no domingo, 24, no Porto de Luanda, a 1.ª Edição da Caminhada do Empreendedorismo. A iniciativa mobilizou 3.800 pessoas em actividades desportivas e de networking, tendo também contado com a realização da Arena de Negócios, no âmbito do Projecto de Aceleração Digital de Angola (PADA).
Promovida pelo INAPEM em parceria com o Instituto de Modernização Administrativa (IMA), com o alto patrocínio do PADA, a 1.ª Edição da Caminhada do Empreendedorismo e a Arena de Negócios, uniu saúde, networking, bem-estar e espírito de superação num ambiente pensado para empreendedores, jovens inovadores, profissionais e amantes do desporto.
A partida decorreu às 6h45 na Ilha de Luanda, tendo o Porto de Luanda como o ponto de chegada. Os participantes escolheram entre a modalidade de corrida de 10 quilómetros e a caminhada de 5 quilómetros. Na corrida de 10 quilómetros, António Xavier foi o grande vencedor na categoria masculina, com o tempo de 32 minutos e 26 segundos. No género feminino, a vencedora foi Josefina Baptista, com 37 minutos e 15 segundos. Depois da caminhada, a partir das 9 horas, na Baía de Luanda, aconteceu a Arena de Negócios, uma plataforma enquadrada na componente do PADA que visa a criação de oportunidades digitais para a diversificação económica. Neste fórum de partilha de experiências e networking estratégico, que congregou 300 empreendedores nacionais, foi promovida a Agenda de Transição Digital da Administração Pública, bem como os programas de apoio à digitalização do ecossistema empreendedor.
Temas como acesso a financiamento, formalização de empresas, transformação digital e inteligência artificial, ou políticas públicas de apoio ao empreendedorismo, estiveram em cima da mesa. Segundo Bráulio Augusto, PCA do INAPEM, a iniciativa teve o duplo objectivo de “promover a saúde dos nossos micro e pequenos empresários, mas também mostrar a vitalidade que atravessa o nosso ecossistema empreendedor”. “Este é um movimento de todo o país, de todo o ecossistema. Queremos dar vida e voz aos empreendedores que, mesmo diante de algumas limitações, continuam firmes e resilientes no desenvolvimento dos seus negócios”, afirmou.
Para Anuarite Kassongo, Diretora-geral Adjunta para a Área Técnica do IMA, a participação da instituição reforça o compromisso com a transformação digital da Administração Pública e com a criação de melhores condições para cidadãos e empresas. “O IMA é coorganizadora deste evento com o objectivo de partilhar com os empreendedores de Angola as iniciativas do Executivo para o apoio ao empreendedorismo digital. Para termos uma economia digital, precisamos criar as bases estruturantes para que os negócios possam actuar no ambiente digital e para que os serviços públicos estejam mais centrados nas necessidades dos cidadãos e das empresas”, destacou.
Isidora Cabenda, umas das centenas de empreendedores presentes na Arena de Negócios, lembrou que “empreender é difícil, embora seja possível”. “Mesmo sem todas as facilidades, a sensação é de vitória. O meu conselho é que as pessoas empreendam, façam alguma coisa, vendam alguma coisa, porque é possível construir um caminho”, afirmou.
O evento encerrou com o compromisso dos organizadores em replicar estas iniciativas noutras regiões do país, descentralizando o apoio e fortalecendo a cultura empreendedora em todo o território nacional.
A moda angolana voltou a afirmar-se além-fronteiras com elegância, identidade e ousadia. No último fim-de-semana, a estilista angolana Marcia Ferrandez representou Angola na 4.ª edição da CPLP Fashion Week, ao apresentar a marcante colecção “Boneca da Terra”, uma proposta estética que cruzou tradição africana e alta-costura contemporânea de forma surpreendente.
Muito mais do que uma simples colecção, “Boneca da Terra” surgiu como uma verdadeira celebração das raízes africanas, traduzindo memórias, identidade e feminilidade em peças sofisticadas e visualmente impactantes. Inspirada na mulher africana, nas recordações da infância, nas bonecas tradicionais e na simbologia das tranças, Marcia Ferrandez construiu um desfile carregado de significado cultural e requinte moderno.
Os tons bege, chocolate e castanho brilhante dominaram a passarela, evocando a terra, a ancestralidade e a elegância natural da mulher africana. Cada detalhe parecia contar uma história silenciosa de pertença, orgulho e continuidade cultural. As tranças em tecido, um dos elementos mais marcantes da colecção, simbolizaram caminhos, herança e movimento, numa representação artística da ligação entre passado, presente e futuro.
Os brilhos incorporados nas criações deram vida à força feminina africana, reflectindo a luz de mulheres que carregam consigo histórias, resistência e beleza autêntica. Entre tecidos estruturados, silhuetas delicadas e acabamentos luxuosos, “Boneca da Terra” destacou-se pela capacidade de unir delicadeza e poder numa única narrativa estética.
A participação de Marcia Ferrandez reforça o crescimento da moda angolana nos grandes palcos internacionais e evidência o potencial criativo do país dentro do universo lusófono. Além da estilista, Angola também esteve representada pelas criadoras Antonietta Bandeira e Luísa Sanda, que levaram as suas colecções à CPLP Fashion Week, demonstrando que o talento nacional continua a conquistar espaço e reconhecimento no mapa global da moda.
Mais do que tendências, Angola levou identidade, cultura e autenticidade para a passerela — provando que a moda africana vive um momento de afirmação sofisticada e impossível de ignorar.
O cinema angolano volta a marcar presença no mais prestigiado palco da sétima arte mundial. Os produtores e realizadores angolanos Mawete Paciência, Malef e Kayaya Jr. encontram-se em França para participar na 79.ª edição do Festival de Cannes, numa missão que ultrapassa a simples presença no evento e aposta na internacionalização do audiovisual angolano.
Os cineastas chegaram ao território francês determinados em estabelecer contactos estratégicos e criar oportunidades de distribuição para as produções nacionais. Durante os primeiros dias do festival, o grupo já manteve encontros com as distribuidoras Loco Films, de França, e K-Move Entertainment, da Coreia do Sul, reforçando o interesse em construir pontes entre Angola e o mercado cinematográfico internacional.
Além das reuniões institucionais, os representantes angolanos foram convidados a visitar o Pavilhão da China e o Pavilhão Africano, espaços dedicados à promoção de coproduções, debates e intercâmbio cultural entre profissionais da indústria cinematográfica mundial. Segundo Kayaya Jr., o principal objectivo da delegação é garantir que, nos próximos anos, Angola consiga conquistar um espaço oficial de exibição dentro do festival, permitindo apresentar e comercializar conteúdos audiovisuais produzidos no país.
Em declarações à agência Lusa, Kayaya Jr. destacou a receptividade encontrada em Cannes e o interesse das distribuidoras em descobrir novas narrativas e mercados emergentes. O actor e apresentador de televisão acredita que Angola poderá, em breve, afirmar-se como uma referência africana no circuito internacional de cinema, sobretudo tendo em conta o crescimento gradual da produção nacional, que actualmente ronda cerca de seis filmes por ano.
Apesar do entusiasmo, os cineastas lamentam a ausência de apoio institucional para garantir uma representação mais robusta de Angola em eventos desta dimensão. A participação no festival está a ser assegurada com recursos próprios e apoios privados, realidade que, segundo os realizadores, limita o alcance e a visibilidade das obras nacionais no exterior.
Ainda assim, os representantes angolanos mantêm viva a esperança de abrir caminhos para futuras gerações de criadores. Para Kayaya Jr., a presença em Cannes simboliza não apenas a promoção do cinema angolano, mas também a afirmação cultural de um país que continua a produzir histórias, talentos e conteúdos capazes de conquistar plateias internacionais.
O Festival de Cannes decorre entre os dias 12 e 23 de Maio, reunindo cineastas, produtores, actores e distribuidores de várias partes do mundo naquele que é considerado o maior e mais influente evento cinematográfico da Europa e do mundo.
A cultura angolana está de luto com a morte do saxofonista angolano Nanuto, falecido nesta sexta-feira, 15 de maio, em Lisboa, Portugal.
Nascido em 1957, no Sambizanga, em Luanda, Nanuto destacou-se como um dos primeiros saxofonistas africanos a apostar numa carreira solo. Ao longo da sua trajectória, estudou música em Portugal, Cuba, Estados Unidos e República Dominicana, construindo uma carreira marcada pela mistura de semba, afrobeat, Kitapanga e bossa nova.
O artista lançou álbuns como “Marés”, “Kizofado”, “Luandei”, “Bisa”, “Ximbika” e “Gato Viju”, além de colaborar com nomes internacionais como Pablo Milanés, Martinho da Vila e Daniela Mercury.
Nanuto deixa um importante legado para a música angolana e africana.
A quinta edição dos Prémios Nova Geração acontece já no próximo mês de junho, conforme anunciou a organização nas redes sociais. O evento é reconhecido como o maior palco de celebração da juventude angolana.
Com um histórico de crescimento consistente, o projeto tem reunido figuras influentes da nova geração, reforçando o seu impacto no ecossistema juvenil e criativo.
Para esta nova edição, a organização destacou a introdução de novas categorias, atuações de artistas conceituados da praça e a atribuição de prémios aos vencedores em categorias distintas.
A empresária angolana Neurite Mendes foi distinguida nos African Leaders Awards como uma das principais referências na liderança feminina, num reconhecimento que realça o seu percurso, impacto social e influência no meio empresarial. A distinção resulta de uma trajetória marcada pela consistência, visão e compromisso com o empoderamento feminino. A própria empresária sublinha que esses pilares foram determinantes para alcançar este reconhecimento internacional.
“Deus deu‑me tanto que transbordou de mim e impactou muitos”, escreveu, evidenciando não só o seu crescimento pessoal e profissional, mas também o impacto positivo que tem gerado na vida de outras pessoas.
Com este marco, Neurite Mendes reforça o seu posicionamento como uma voz ativa na promoção da liderança feminina, inspirando novas gerações de mulheres a afirmarem‑se com propósito e influência.
A cantora “gospel” angolana Nair Nany voltou a dar que falar ao surgir num vídeo ao lado de Michelle Bolsonaro, durante um culto privado marcado por louvor e espiritualidade.
Nas imagens, que rapidamente viralizaram, a artista interpreta alguns dos seus temas com intensidade e emoção, criando um ambiente de forte ligação espiritual. A ex-primeira-dama brasileira aparece igualmente envolvida no momento, acompanhando a celebração de forma discreta e participativa.
A presença de Nair Nany neste encontro tem sido apontada por internautas como mais um sinal da crescente projeção internacional da música “gospel” angolana. Nos comentários, multiplicam-se elogios à sua voz e à forma como tem representado Angola além-fronteiras.
O humorista Kotingo, voltou a dar que falar nas redes sociais ao partilhar uma comparação divertida e provocadora sobre relacionamentos à distância, que arrancou risadas e reflexões entre os seguidores.
Foto: Reprodução (Autor desconhecido)
Conhecido pelo seu humor directo e irreverente, Kotingo publicou uma frase que rapidamente viralizou.
“Relacionamento à distância é igualzinho à corrida de estafeta: as equipas são formadas por 4 pessoas”, lê-se na publicação feita no story do seu perfil do Instagram.
A metáfora, carregada de ironia, foi interpretada por muitos como uma crítica bem-humorada à falta de confiança e aos desafios enfrentados por casais que vivem longe um do outro.
O artista angolano C4 Pedro, partilhou uma sequência de registos marcantes do início da sua carreira, ao revelar os bastidores de uma trajectória construída com sacrifício e persistência.
Foto: Reprodução Instagram/ C4 Pedro
Conhecido por uma carreira sólida e de grande impacto na música angolana, C4 Pedro surpreendeu os seguidores ao publicar imagens antigas que retratam os primeiros passos da sua caminhada artística.
As fotografias evidenciam a evolução do cantor ao longo dos anos, e destacam um percurso feito com dedicação, resiliência e trabalho contínuo no panorama musical.
“Só eu sei o meu alívio”, desabafo o artista sobre os desafios que enfrentou ao longo da sua trajectória, ao reforça a ideia de que apenas o próprio conhece, em profundidade, os sacrifícios feitos até alcançar o reconhecimento.
O rapper luso-moçambicano Plutónio foi distinguido com o prémio de Melhor Artista Masculino na edição de 2026 dos PLAY – Prémios da Música Portuguesa, cuja cerimónia decorreu no Coliseu dos Recreios.
A vitória reforça a posição do artista como uma das principais referências da música urbana lusófona, superando, nomes como Slow J, Buba Espinho e Pipillon, também nomeados na mesma categoria
Com uma carreira consolidada pela fusão de “rap”, R&B e influências afro, plutónio tem afirmado essa posição por meio de uma forte ligação ao público e de atuações ao vivo de grande impacto. Ao longo do último ano, destacou-se em palcos de relevo, com concertos esgotados e participações em festivais de grande dimensão
Este reconhecimento surge como mais um marco no percurso do artista, confirmando a sua relevância no panorama musical atual.
A República da Guiné reafirma o seu compromisso com a promoção da leitura ao acolher a 18.ª edição do festival “72 Horas do Livro”, uma iniciativa que se consolidou como um dos mais emblemáticos símbolos culturais do país. Criado em 2019, o evento tem crescido de forma consistente, expandindo-se para além da capital, Conacri, e envolvendo também a região de Forecariah, numa dinâmica que reforça o seu alcance nacional.
De acordo com a Africanews, o festival decorre até 28 de abril, reunindo escritores, estudantes e apaixonados pela literatura num ambiente vibrante, marcado por debates, apresentações artísticas e iniciativas que celebram o poder transformador dos livros. Mais do que um simples encontro literário, trata-se de uma plataforma cultural em ascensão, que promove o diálogo, a criatividade e a valorização da identidade guineense.
Entre os momentos mais aguardados destaca-se o concurso Miss Literatura, que, ao longo dos últimos quatro anos, se tem afirmado como uma das principais atracções do evento. A competição distingue jovens mulheres não apenas pela estética, mas sobretudo pelo intelecto, criatividade e paixão pela leitura, uma abordagem que reforça o papel da mulher no universo cultural e académico.
Na edição deste ano, a coroa foi atribuída a Aïssatou Kamano, estudante de odontologia que destacou o desejo de incentivar outros jovens a descobrirem o prazer da leitura. Kadidjatou Barry e Mariama Camara ocuparam o segundo e terceiro lugares, respectivamente, evidenciando como a literatura pode influenciar positivamente o desenvolvimento pessoal e académico.
O reconhecimento internacional da Guiné neste domínio não é recente. O país foi distinguido pela UNESCO como Capital Mundial do Livro em 2017 e, desde 2025, integra a Rede de Cidades Criativas da UNESCO na área da Literatura — marcos que reforçam a sua posição no panorama cultural global.
Com uma programação diversificada e inclusiva, o “72 Horas do Livro” confirma-se, assim, como um verdadeiro catalisador cultural, onde a literatura deixa de ser apenas palavra escrita para se transformar numa experiência colectiva, viva e profundamente enraizada na identidade guineense.
A Pumangol foi distinguida pela terceira vez, com o Prémio de Responsabilidade Social Corporativa da Forbes África Lusófona, na quarta edição dos Prémios Forbes de Responsabilidade Social 2026. Este prémio reforça a posição da empresa como uma referência incontornável em cidadania empresarial e impacto social.
Este feito é um reconhecimento público das acções sociais silenciosamente realizadas pela Pumangol e todos os seus Parceiros. É o ecoar mais alto das expressões de gratidão dos beneficiários em acções que os impactam positiva e significativamente, renascer as suas experiências e sentirem-se integrados na sociedade.
O prémio reconhece o projeto SAS – Saúde Até Si, criado em 2014, que se tornou um marco social em Angola. A iniciativa beneficia mais de 2.000 pessoas por ano levando assistência médica e medicamentosa gratuita. As edições oferecem consultas e exames em diversas especialidades fundamentais para a saúde pública, incluindo clínica geral, pediatria, oftalmologia, estomatologia, ginecologia e nutrição, além de exames de diagnóstico e acompanhamento.
Recentemente, foram também implementadas cirurgias de alta complexidade nas acções de Saúde Até Si, uma oportunidade de diminuir o sofrimento de pacientes em lista de espera para cirurgias, fora do alcance de muitas comunidades e reforçando o carácter inovador e transformador do projeto.
Inclusão nas comunidades
Estas edições de SAS contam com o apoio do Clube dos Médicos, e outros parceiros que têm disponibilizado especialistas em várias áreas, e apoio logístico, respectivamente, o que garante qualidade e abrangência nos serviços prestados.
Com esta acção, a Pumangol ajuda a garantir que comunidades em zonas remotas tenham acesso a cuidados médicos de qualidade, reforçando o seu papel como referência de responsabilidade social corporativa e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das populações.
O reconhecimento da Forbes África Lusófona celebra não apenas o impacto do projeto SAS, mas também a visão da Pumangol de que o desenvolvimento sustentável só é possível quando empresas assumem o seu papel social de forma activa, voluntária e consistente. “Este prémio é mais do que um reconhecimento: é a prova de que o nosso compromisso com Angola vai além do negócio. O projeto SAS, Saúde Até Si é um símbolo da nossa missão de levar esperança, dignidade e cuidados médicos essenciais às comunidades. A responsabilidade social não é apenas parte da nossa estratégia, é parte da nossa identidade e da nossa essência”, disse Ivanilson Machado, Presidente da Comissão Executiva da Pumangol.
Num país onde a exigência e a reinvenção caminham lado a lado, Norberta Garcia destaca-se como uma das vozes mais firmes da nova geração de líderes angolanas. Entre decisões estratégicas de alto impacto e um compromisso genuíno com o desenvolvimento social, a empresária e CEO da BertaSilva constrói um percurso que alia visão, rigor e propósito dentro e fora do universo corporativo.
Com uma carreira consolidada em ambientes altamente exigentes como a Sonangol, Norberta Garcia reconhece que foi precisamente nesse contexto que moldou a líder que é hoje. “A minha trajetória foi construída em ambientes de alta exigência, onde a tomada de decisão estratégica era constante. Em momentos de negociação complexa, aprendi a importância do equilíbrio entre visão de longo prazo e execuções precisas”, afirma, em entrevista exclusiva à revista Chocolate Lifestyle, sublinhando que cada desafio reforçou a sua capacidade de liderança e visão estratégica.
Num universo onde a negociação de activos e a gestão de portfólio exigem decisões determinantes, a empresária revela que a gestão da pressão passa por método e preparação. “A pressão faz parte, mas é melhor gerida com planeamento, análise de dados e equipas fortes. Confio na comunicação clara e em decisões baseadas em factos, sempre com ética e responsabilidade”, explica.
Atenta ao contexto económico angolano, defende que o crescimento sustentável só é possível com uma abordagem equilibrada. “É essencial conjugar eficiência operacional, inovação e responsabilidade social. Precisamos de investir nas pessoas, fortalecer processos e adoptar uma visão que considere o impacto económico, social e ambiental”, sustenta.
Para além da executiva, existe uma mulher que gere múltiplos papéis com disciplina. “Equilibrar a vida profissional e pessoal exige foco, prioridades claras e uma rede de apoio sólida. Valorizo momentos de pausa e conexão com os meus valores, que me dão energia para continuar”, partilha, assumindo que o foco e a disciplina são a sua assinatura.
Num quotidiano urbano acelerado como o de Luanda, Norberta encontra no rigor organizacional o seu maior aliado. “A organização é fundamental. A minha gestão de tempo é inquestionável e cuido da minha saúde física e mental. Estabeleço rotinas e pausas estratégicas para manter a produtividade sem abdicar do bem-estar”, revela.
Foi precisamente essa consciência que a levou a ir além do mundo corporativo e fundar a Associação Vozes do Bairro. “Percebi que os meus conhecimentos podiam gerar impacto nas comunidades e promover inclusão social”, explica. Entre as experiências mais marcantes, destaca o desenvolvimento de jovens e famílias através de projectos comunitários, reforçando que “a liderança não é só sobre negócios, mas também sobre impacto positivo”.
Convicta do papel do empreendedorismo como motor de transformação, acredita que este pode mudar realidades em Angola. “Permite criar oportunidades, gerar emprego e fortalecer comunidades. A chave está em combinar inovação com sustentabilidade e inclusão social”, afirma.
Enquanto palestrante, sente que a mensagem que mais ressoa junto dos jovens passa pela acção. “Falo de resiliência, inovação e coragem para empreender. Partilhar experiências práticas inspira-os a agir com visão e propósito”, sublinha.
No que toca à liderança feminina, Norberta é clara: ainda há caminho a percorrer. “Precisamos de fortalecer redes de apoio, investir mais em formação e criar oportunidades concretas. É essencial desafiar estereótipos e mostrar que competência e visão não têm género”, defende.
Ao longo do percurso, também enfrentou dúvidas e desafios que a obrigaram a reajustar a rota. “Cada obstáculo ensinou-me a ser mais resiliente e a manter clareza no propósito. Digo sempre: nenhum passo meu é dado com o pé de ninguém. Eu sou a escritora da minha história”, afirma, numa declaração que resume a sua essência.
Fora do ambiente profissional, valoriza o equilíbrio e os momentos simples. “Dou importância à saúde, à família e aos amigos. As pausas são essenciais para reflectir e recarregar. Quando necessário, desacelero”, partilha.
Com os olhos postos no futuro, Norberta Garcia ambiciona deixar uma marca duradoura. “Quero um legado de liderança ética, inovação social e crescimento sustentável. Nas comunidades, desejo que os meus projectos continuem a promover inclusão, cidadania activa e desenvolvimento humano”, conclui.
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