O humorista reforça ainda que a mudança começa consigo próprio, e só depois reflete no ambiente à volta.
O humorista e Treinador Comportamental Tigre Chieta, partilhou uma reflexão sobre a importância da mudança interior e da responsabilidade pessoal na transformação da própria vida.
Foto: IG
Segundo Chieta, a verdadeira mudança não depende de tentar transformar os outros, mas sim de assumir uma postura consciente e responsável perante a própria vida.
“Quando eu mudo a minha postura, o meu olhar, as minhas escolhas, etc., o mundo ao meu redor responde. Não é sobre tentar transformar o outro à força, é sobre ser o tipo de pessoa que inspira transformação”, disse.
O humorista reforça ainda que a mudança começa consigo próprio, e só depois reflete no ambiente à volta.
“A mudança não acontece quando eu aponto o dedo no outro, procurando culpados. Ela acontece quando eu assumo a responsabilidade… ela acontece quando eu decido ser melhor do que fui ontem. A mudança começa em mim. E quando eu mudo, tudo à minha volta é capaz de mudar.”
A cantora angolana Noite e Dia partilhou recentemente uma reflexão sobre o seu percurso artístico, evocando os desafios enfrentados no início da carreira e os valores que marcaram a sua formação.
Através das redes sociais, a artista destacou que cresceu num período com menos recursos e oportunidades, mas em que predominavam princípios como coragem, respeito e dignidade. Na sua mensagem, sublinhou a importância de reconhecer as origens como elemento essencial para a construção do futuro.
“Não havia facilidades, mas havia dignidade”, escreveu, reforçando a ideia de que o sucesso não depende apenas do ponto de partida, mas da forma como cada trajeto é vivido.
A partilha foi recebida com grande identificação por parte dos seguidores, que viram na mensagem um exemplo de resiliência e autenticidade, num tempo em que as facilidades tecnológicas contrastam com os desafios de outras gerações.
Com esta reflexão, Noite e Dia reafirma-se não apenas como artista, mas também como voz ativa na valorização da identidade e das raízes culturais
O cinema angolano volta a afirmar-se além-fronteiras com a chegada do filme “Quem é o Pai do Miúdo?” à plataforma de streaming Prime Video. O anúncio foi feito pela Diamond Films através da sua página oficial no Instagram, assinalando mais um marco relevante na trajectória de internacionalização das produções nacionais.
Realizado por Henrique Narciso Dito, o filme passa agora a integrar o catálogo da plataforma em múltiplos mercados internacionais, entre os quais Suécia, Polónia, Espanha, México, América Latina, Canadá, França, Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Itália, Holanda, Austrália, Estados Unidos da América e o Reino Unido. Trata-se de um passo firme na expansão global do conteúdo angolano, que começa a conquistar novas audiências e a afirmar a sua identidade cultural em diferentes geografias.
Com um elenco de peso composto por Henesse Cacoma, José Paciência, Emerson Durão, Jamal Woo, Bass, Fernando Mailoge, José Freitas e Jéssica Pitbull, a obra destaca-se não só pela narrativa envolvente, mas também pela força interpretativa dos seus protagonistas. A Diamonds Films sublinhou ainda o papel fundamental da parceria com a UnivFilms, reconhecendo o trabalho conjunto que permitiu esta conquista.
A estreia de “Quem é o Pai do Miúdo?” na Prime Video representa mais do que a disponibilização de um filme numa plataforma internacional: simboliza a crescente valorização do cinema angolano e a sua capacidade de dialogar com o mundo. Num cenário cada vez mais competitivo, Angola soma assim mais um ponto no panorama cinematográfico internacional, reforçando a sua presença e relevância na indústria global.
O consumo de álcool entre os jovens tem diminuído de forma significativa, sobretudo entre a chamada Geração Z. No entanto, especialistas alertam que esta mudança não significa o fim dos comportamentos aditivos, apenas uma transformação nos hábitos.
De acordo com dados citados pela Cleveland Clinic, os jovens estão cada vez mais a evitar bebidas alcoólicas, uma tendência que, segundo o psiquiatra Akhil Anand, já se faz sentir há cerca de duas décadas.
Entre os principais motivos para esta mudança estão fatores económicos e de saúde mental. Estudos indicam que muitos jovens optam por reduzir o consumo de álcool para poupar dinheiro e evitar efeitos negativos, como o agravamento da ansiedade. Além disso, o álcool deixou de ser visto como um símbolo de estatuto social ou algo “atrativo” entre pares.
Apesar desta evolução, os especialistas alertam para um cenário preocupante: a substituição de um vício por outros comportamentos igualmente nocivos.
Novas formas de dependência
Entre os vícios mais comuns na atual geração destacam-se:
Dependência das redes sociais
Compras impulsivas “online”
Jogos digitais
Consumo de substâncias como canábis
Uso de tabaco, incluindo versões aquecidas
Consumo de “droga do riso”
Segundo Akhil Anand, a redução do consumo de álcool tem sido acompanhada por um aumento do uso de canábis, muitas vezes associada a uma menor perceção de risco, em parte devido à sua legalização em vários países.
O problema mantém-se
Os especialistas sublinham que, apesar da mudança de hábitos, os motivos que levam ao consumo continuam semelhantes. Tal como acontecia com o álcool, muitos jovens recorrem agora a outras substâncias ou comportamentos para lidar com o “stress”, a ansiedade ou problemas emocionais.
A ideia de “troca por troca” resume esta tendência: o vício não desaparece, apenas assume novas formas.
Assim, embora a redução do consumo de álcool seja vista como um sinal positivo, especialistas reforçam a necessidade de maior educação e acompanhamento, para evitar que novas dependências comprometam a saúde física e mental das gerações mais jovens.
A dádiva de sangue continua a ser um gesto simples, mas vital, capaz de salvar milhares de vidas todos os anos. Ainda assim, muitas pessoas questionam-se: será que posso dar sangue? A resposta depende de alguns critérios de saúde e de estilo de vida, segundo especialistas e entidades internacionais.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, um dador deve, regra geral, ter boa saúde, pesar mais de 50 quilos e ter entre 18 e 65 anos (podendo variar consoante o país). A avaliação é feita antes da colheita, por meio de um questionário e de uma análise clínica rápida.
Segundo a médica Claudia Cohn, citada por publicações científicas internacionais, “a segurança do dador e do recetor é sempre a prioridade”, sendo essencial garantir que não existem condições que possam comprometer o processo.
Quem deve evitar doar?
Existem situações em que a doação deve ser adiada ou evitada, como:
Doenças infeciosas ativas
Anemia ou níveis baixos de ferro
Gravidez ou pós-parto recente
Cirurgias ou tatuagens recentes (em determinados períodos)
A médica Susan Stramer sublinha que “os critérios são rigorosos para proteger todas as partes envolvidas e garantir a qualidade do sangue recolhido”.
Onde são feitas as pesquisas?
Estudos sobre segurança e benefícios da doação são frequentemente conduzidos por instituições como a American Red Cross e centros académicos como a Universidade de Minnesota, que analisam dados clínicos e práticas de doação globalmente.
Dicas para ser um bom dador
Especialistas recomendam alguns cuidados simples antes e depois da doação:
Hidratação adequada: beber água antes e após a dádiva
Alimentação equilibrada: evitar jejum e privilegiar alimentos ricos em ferro
Descanso: dormir bem na noite anterior
Evitar esforços intensos após a doação
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a doação regular e voluntária é essencial para garantir reservas seguras e suficientes, sobretudo em emergências.
Um gesto que salva vidas
Para além de ajudar quem precisa, doar sangue pode também trazer benefícios ao próprio dador, como o controlo regular de alguns parâmetros de saúde.
Mais do que uma obrigação, trata-se de um acto de solidariedade que faz a diferença. Informar-se, cumprir os critérios e adoptar boas práticas são passos fundamentais para se tornar um dador responsável e contribuir activamente para salvar vidas.
O empresário Mico Freitas sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) na manhã de ontem (7), dentro da sua residência, gerando preocupação entre familiares, amigos e seguidores. A informação foi divulgada pela sua esposa, a cantora Kelly Key, através das redes sociais.
Segundo o relato da artista, os primeiros sinais surgiram por volta das 11h30, quando o empresário apresentou fala enrolada e perda de coordenação no lado esquerdo do corpo sintomas clássicos de um AVC. A rápida reação foi determinante: em menos de 25 minutos, Mico Freitas já se encontrava numa unidade hospitalar, onde recebeu os primeiros cuidados.
Após a realização de exames, os médicos confirmaram tratar-se de um AVC isquémico, provocado por um coágulo em pequenas ramificações do cérebro. O empresário foi posteriormente transferido entre unidades de saúde até ser encaminhado para uma instituição especializada, onde permanece internado sob observação médica.
Apesar do susto, o quadro clínico é considerado estável. Kelly Key revelou que o marido está consciente, comunicativo e já apresenta progressos significativos, incluindo a capacidade de andar, sinais encorajadores no processo de recuperação.
O casal entra agora numa fase de investigação para determinar as possíveis causas do episódio, tendo em conta a idade e o histórico de saúde do empresário. Paralelamente, inicia-se também o processo de reabilitação, essencial para garantir uma recuperação plena.
O caso reforça a importância de reconhecer rapidamente os sinais de um AVC e procurar assistência médica imediata, uma vez que o tempo de resposta pode ser decisivo para minimizar sequelas e salvar vidas.
Com paisagens de cortar a respiração e uma costa banhada por águas cristalinas, Moçambique afirma-se como um dos destinos mais encantadores do continente para quem procura beleza natural e tranquilidade.
Entre os destaques está o arquipélago de Bazaruto, conhecido pelas suas praias de areia branca e mar azul-turquesa, perfeito para relaxar ou praticar mergulho. Outro ponto imperdível é Tofo, destino popular entre amantes do surf e da vida marinha, onde é possível nadar com mantas e tubarões-baleia.
Na zona norte, Ilha de Moçambique combina história, cultura e arquitetura única, oferecendo uma experiência diferente, mas igualmente fascinante. Já Pemba encanta pelas suas praias tranquilas e ambiente autêntico.
Seja para descanso, aventura ou descoberta cultural, Moçambique apresenta-se como uma escolha irresistível, onde cada paisagem convida a ficar um pouco mais.
Num universo onde a moda muitas vezes se confunde com exposição, Elizabeth Dos Santos decidiu seguir um caminho inverso mais íntimo, mais sensorial e profundamente personalizado. Aos 36 anos, a empresária angolana transformou a sua paixão de infância, inspirada pela elegância da mãe, num conceito inovador que hoje redefine a experiência de consumo de moda em Luanda. O Armoire Privé nasce não apenas como uma marca, mas como um refúgio onde cada detalhe é pensado para valorizar a mulher, longe do ruído das montras e próximo da essência de quem veste.
Criado em 2019, com o apoio constante do seu esposo, o projecto ganhou forma como uma “suíte privada de moda”, um conceito exclusivo que privilegia o atendimento por marcação e uma curadoria cuidada de peças internacionais em quantidades limitadas. Actualmente, a marca desdobra-se em três universos distintos — Casual Chic, Loja de Gala e Mariées — mantendo sempre o mesmo ADN: elegância, exclusividade e atenção ao detalhe. Numa conversa exclusiva com a Revista Chocolate Lifestyle, Elizabeth dos Santos revela a visão, os desafios e o propósito por detrás de um dos conceitos mais sofisticados da moda angolana.
PEP: Elizabeth, a sua ligação com a moda nasce ainda na infância, muito influenciada pela elegância da sua mãe. De que forma essas memórias moldaram a identidade do Armoire Privé?
ES: A minha ligação com a moda começou muito cedo, através da minha mãe. Sempre admirei como se apresentava, a elegância natural que tinha. Cresci a observar esses detalhes e isso acabou por moldar a minha visão. O Armoire Privé, como conceito, foi pensado em conjunto com o meu esposo, que está sempre por trás de mim, nas ideias e na visão. É um projeto nosso, construído com muito cuidado e propósito.
PEP: O conceito de “suíte privada de moda” rompe com o modelo tradicional de loja. O que a levou a apostar numa experiência tão exclusiva no mercado angolano?
ES: Sempre senti que a mulher merece mais do que uma loja tradicional. Merece um espaço onde se sinta confortável, valorizada e especial. Esse conceito foi desenvolvido em conjunto com o meu esposo, que sempre acreditou comigo nesta visão de criar algo realmente exclusivo.
PEP: Em 2019, decidiu transformar um hobby num projecto de vida. Que momento foi esse em que percebeu que estava pronta para dar esse salto?
ES: Foi um momento muito intuitivo. Eu já vivia a moda e fazia isso com paixão. Mas nunca foi uma decisão só minha. O meu esposo sempre esteve presente, a apoiar e a acreditar. O Armoire Privé é um sonho que construímos juntos.
PEP: O Armoire Privé posiciona-se como um espaço onde o luxo é silencioso e vivido nos detalhes. Como define, hoje, o verdadeiro luxo para a mulher angolana?
ES: Hoje, o verdadeiro luxo é o detalhe. É o cuidado, a exclusividade e a forma como algo nos faz sentir. Não é sobre ostentação, é sobre experiência. E isso é algo que trabalhamos muito juntos no Armoire Privé.
PEP: Mais do que vender roupa, fala-se aqui de experiência e conexão. O que procura que cada cliente sinta ao entrar num espaço Armoire Privé?
ES: Quero que cada cliente se sinta única. Que sinta que aquele momento foi pensado para ela. Mais do que comprar uma peça, que viva uma experiência. Tudo isso é pensado em conjunto com o meu esposo, com intenção e cuidado.
PEP: O facto de trabalhar com peças internacionais em quantidades limitadas reforça a exclusividade. Até que ponto essa curadoria define o ADN da marca?
ES: Define totalmente o ADN da marca. Trabalhamos com peças únicas e em quantidades limitadas para manter essa exclusividade. Cada escolha é pensada com muito detalhe.
PEP: Com três conceitos distintos Casual Chic, Loja de Gala e Mariées como equilibra universos tão diferentes mantendo a essência da marca?
ES: Apesar de diferentes, todos partilham a mesma essência: elegância, exclusividade e atenção ao detalhe. Isso mantém a identidade da marca consistente.
PEP: A mulher angolana tem vindo a afirmar-se cada vez mais no universo da moda. Como descreve o estilo e a evolução da sua cliente ao longo dos anos?
ES: A mulher angolana está cada vez mais confiante, informada e exigente. Hoje, sabe exatamente o que quer e valoriza qualidade.
PEP: Sendo uma empresária que mantém contacto directo com as clientes, que histórias ou momentos mais a marcaram neste percurso?
ES: São muitos, mas os mais especiais são aqueles em que uma cliente se olha ao espelho e se emociona. Isso não tem preço.
PEP: O Armoire Privé nasce também com um propósito: valorizar a mulher. De que forma sente que o seu trabalho impacta a autoestima e a confiança feminina?
ES: A moda tem esse poder. Quando uma mulher se sente bem com o que veste, isso reflete-se em tudo. E é isso que procuro proporcionar.
PEP: Num mercado cada vez mais competitivo, o que acredita que diferencia verdadeiramente a sua marca?
ES: O que nos diferencia é a experiência, o cuidado e a intenção por trás de tudo. O Armoire Privé não é apenas meu, é um projeto construído a dois, com uma visão muito clara.
PEP: Conciliar o papel de empresária, mulher e família nem sempre é linear. Como gere esse equilíbrio no seu dia a dia?
ES: Não é fácil, mas faço com amor. Organizo-me e procuro estar presente em tudo, dando o meu melhor em cada papel.
PEP: Representa uma nova geração de empreendedoras angolanas. Que desafios enfrentou e que aprendizagens mais a transformaram enquanto líder?
ES: Foram muitos, mas todos trouxeram aprendizagem. Ensinaram-me a ser mais forte, mais estratégica e mais resiliente.
PEP: A moda pode ser vista como linguagem. O que a mulher africana, em particular a angolana, está hoje a comunicar através do seu estilo?
ES: A mulher angolana comunica força, elegância e identidade. Cada vez mais, usa a moda como forma de expressão.
PEP: Olhando para o futuro, quais são os próximos passos para o Armoire Privé e que legado gostaria de construir no universo da moda em Angola?
ES: Queremos continuar a crescer, elevar ainda mais o conceito e construir um legado juntos. O Armoire Privé nasce da nossa visão como casal e como parceiros.
Natural da província do Namibe, Bráulio Tchípia construiu um percurso que cruza talento, disciplina e visão internacional. Em 2019, mudou-se para o Brasil com o objectivo de estudar Arquitectura e Urbanismo, formação que concluiria em paralelo com uma carreira inesperada na moda, iniciada em 2020. Desde então, tem vindo a afirmar-se como modelo em desfiles, campanhas e editoriais, trabalhando com nomes sonantes como Alexandre Herchcovitch, João Pimenta, Mondepars e Misci. A sua projecção ultrapassou fronteiras ao desfilar na London Fashion Week para marcas como S.S Daley e Paul & Joe. Actualmente representado por agências em São Paulo, Londres e Alemanha, Bráulio foi ainda indicado, em 2024, como modelo masculino nos “Melhores do Ano” pela FFW, consolidando o seu lugar entre os talentos em ascensão no universo da moda.
Em entrevista exclusiva à Revista Chocolate Lifestyle, o modelo revela que a mudança para o Brasil foi motivada essencialmente pelos estudos, numa transição que marcou uma nova etapa da sua vida. A adaptação, segundo conta, foi facilitada pela proximidade cultural entre Angola e Brasil, bem como por referências já absorvidas através da música, televisão e pela presença de familiares no país. Foi precisamente nesse contexto que, de forma inesperada, a moda entrou no seu caminho — através de um simples comentário numa publicação no Instagram, que o levou a um primeiro ensaio fotográfico e, posteriormente, ao contacto com uma agência que lhe abriria as portas da indústria.
A formação em Arquitectura e Urbanismo revela-se hoje uma mais-valia no seu trabalho como modelo, influenciando directamente a sua leitura estética. Bráulio destaca como compreende cores, enquadramentos, luz e composição, aplicando esses conhecimentos em cada sessão ou desfile. No mercado brasileiro, sublinha ainda a importância das relações interpessoais, da comunicação e da consistência, factores que considera determinantes para a construção de uma carreira sólida.
A experiência internacional, particularmente na London Fashion Week, surge como um dos momentos mais marcantes do seu percurso. Entre bastidores e passarela, descreve uma vivência intensa e gratificante, que lhe abriu novas oportunidades e reforçou a sua presença no mercado global. Ainda assim, reconhece que gerir uma carreira internacional implica desafios, sobretudo a nível burocrático, com questões ligadas a vistos e documentação a condicionarem, por vezes, o acesso a determinados trabalhos.
O reconhecimento como um dos nomeados aos “Melhores do Ano” da FFW foi recebido com entusiasmo, mas também como um momento de reflexão sobre o caminho percorrido. Para Bráulio, mais do que um prémio, trata-se da validação de anos de dedicação e do trabalho conjunto com a sua equipa.
Dentro e fora das passarelas, define o seu estilo como uma extensão da sua identidade: versátil, mas fiel ao que o faz sentir confortável. Enquanto modelo, adapta-se às narrativas propostas, sem nunca perder a sua essência. E é precisamente essa essência que encontra raízes profundas em Angola. “Angola é a base de quem eu sou”, afirma, sublinhando a influência constante das suas referências culturais na forma como pensa, cria e se expressa, mesmo vivendo fora.
Com o olhar voltado para o futuro, Bráulio ambiciona expandir a sua presença em novos mercados, absorver diferentes culturas e continuar a crescer ao lado de profissionais da indústria global. Aos jovens angolanos que sonham com uma carreira além-fronteiras, deixa uma mensagem clara: é fundamental conhecer o mercado, cultivar a curiosidade, estabelecer ligações e, acima de tudo, ter coragem para experimentar e expressar-se, independentemente das circunstâncias.
O actor angolano Licínio Januário prepara-se para dar mais um passo na sua trajetória internacional ao integrar o elenco da nova novela da TV Globo, A Nobreza do Amor, onde dará vida à personagem Dumi.
Após participar no filme Agente Secreto, associado ao circuito internacional de prémios, o ator aposta agora no formato televisivo para conquistar o público brasileiro, trazendo consigo uma abordagem artística marcada por consciência social e identidade cultural.
Na trama, Dumi surge como uma figura ligada à resistência, personagem que ganha profundidade pela própria vivência de Licínio Januário. A sua formação e experiência permitem-lhe equilibrar uma interpretação sensível com uma leitura crítica da realidade, explorando temas sociais relevantes sem perder o carácter envolvente da narrativa.
Em declarações ao portal Voz Futura, o ator sublinhou a importância de dar visibilidade a histórias ligadas ao continente africano, defendendo uma representação mais autêntica e diversa nas produções audiovisuais.
Licínio destacou ainda o papel das mulheres africanas na construção de sociedades mais equilibradas, afirmando que o mundo poderia ser mais harmonioso se houvesse maior valorização da sua voz e liderança.
Com este novo projeto, o ator reafirma o seu compromisso com uma arte que vai além do entretenimento, posicionando-se como um dos nomes angolanos em ascensão no panorama internacional.
A gastronomia angolana voltou a ganhar visibilidade internacional, desta vez através da ficção televisiva brasileira. A novela “Nobreza do Amor”, da TV Globo, tem captado a atenção do público ao integrar referências culturais africanas na sua narrativa, com especial destaque para o calulu, um dos pratos mais emblemáticos de Angola.
A produção tem apostado na valorização das origens e identidades africanas, num enredo que combina drama e elementos culturais. Num dos momentos que mais tem gerado comentários, a personagem Rainha Niara surge em cena a sugerir a preparação do calulu, levando para o ecrã um símbolo forte da tradição gastronómica angolana.
A presença do prato na trama tem sido amplamente interpretada como um gesto de reconhecimento da riqueza cultural de Angola, reforçando a importância da sua culinária enquanto património identitário.
Mais do que uma simples referência gastronómica, a inclusão do calulu na novela contribui para aproximar o público internacional das tradições africanas, destacando a sua história, diversidade e valor cultural.
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