O processo de venda de casas nas várias centralidades do país retoma este mês (Novembro), anunciou hoje a ministra do Ordenamento do Território e Habitação, Paula de Carvalho.
Na província do Cuanza Sul serão comercializadas este mês (Novembro) as primeiras casas da centralidade Quibuala, enquanto para as províncias de Luanda e Benguela as vendas recomeçam em Dezembro.
“O arranque das vendas das residências é um processo que continua. Teremos para breve vendas na província do Cuanza Sul e no mês de Dezembro teremos Benguela e Luanda”, afirmou Paula de Carvalho.
Em Luanda estão previstas vendas de novas habitações nas centralidades do Zango 0 (Vida Pacífica, com dois mil e 464 fogos habitacionais de tipologia T3 e T4 e do Zango 8.000, com oito mil fogos habitacionais.
As últimas vendas de casas em Luanda foram feitas em Outubro de 2018, nas centralidades do Zango 8.000, que disponibilizou mil e 839 moradias para os funcionários públicos, 788 a trabalhadores de empresas públicas e privadas.
A governante disse que continua a ser revista a política de preços das centralidades já habitadas, lembrando que o valor pago actualmente pelos moradores conta com a subvenção do Estado.
“ O estudo está praticamente concluído e a qualquer momento iremos dar a conhecer, no sentido de vermos a mensalidade mais baixa, porque vamos também estender o tempo de compra”, sublinhou.
A redução do preço e prorrogação do tempo vai abranger apenas os proprietários que adquirem as residências pela via da renda resolúvel e não para os casos de arrendamento.
A conclusão a tempo das infra-estruturas externas, como estradas, estações de tratamento de águas residuais e outras acções tem inviabilizado a entrega das residências à população.
O Executivo tem como meta, até 2022, apresentar 72 instrumentos do Ordenamento do Território para a melhoria das infra-estruturas habitacionais, incluindo a criação de cidades inteligentes.
O Programa Nacional de Urbanismo e Habitação tem definido, no seu mapa de reservas fundiárias, 220 mil e 771,62 hectares para fins habitacionais.
Deste número, 12 por cento estão delimitados para o interesse público, 11,5 destinados para o público e privados, oito para as cooperativas, 68, 5 à auto-construção dirigida e 200 fogos por cada município do país.
Fazem parte a requalificação e ou renovação urbana, a regularização fundiária e aldeamentos rurais auto-sustentáveis.
A implementação do Programa Nacional de Desenvolvimento para o quinquénio 2018/2022, no domínio do Ordenamento do Território e Habitação, contempla a disponibilização de lotes de terreno para habitação e serviços de proximidade, como forma de promover o ordenamento e a qualidade das novas áreas residenciais.
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