Winnie Harlow: “para ser honesta, eu lidei com traumas muito piores do que a minha condição de pele”
modelo de 28 anos e porta-voz do vitiligo, Winnier Harlow, partilhou a sua história com a revista Comospolitan.

“Eu sou uma canadiana jamaicana que nunca aceitou um ‘não’ como resposta. Eu sou uma mulher. Eu sou uma mulher negra. Eu sou filha da minha mãe. Amo a minha família, escolhida e dada. Eu nunca perco a oportunidade para uma brincadeira. Eu sou tudo isto e muito mais, antes do que está a acontecer com a minha pele”.
Winnie começou a desenvolver vitiligo — uma condição autoimune na qual o sistema imunitário ataca as células produtoras de melanina na pele e no cabelo, o que causa manchas despigmentadas — aos 4 anos.
Winnie conta que vivia incrivelmente isolada quando criança, “lembro-me vividamente de estar na terceira classe a tentar fazer amizade com duas meninas que fugiam de mim porque as suas mães não queriam que elas ‘apanhassem’ o que eu tinha, como se eu fosse contagiosa”.
Felizmente, porém, Winnie cresceu numa família que sempre a fez sentir-se amada e digna.
“A minha família despejou a sua energia em mim infinitamente e eu dou-lhe a crédito pela confiança que tenho hoje. Se há alguma coisa sobre as mulheres jamaicanas, de que precisa de saber, é a confiança que não nos falta. Foi esta auto-estima – não a promessa de fama – que me impulsionou a alcançar muitas coisas”.
Winnie sempre pensou que seria uma Youtuber, mas quando ganhou popularidade com o seu canal de dicas de beleza, entrou para o mundo da moda e de repente ficou conhecida como “a modelo com vitiligo”.
Winnie foi a primeira modelo com a esta condição a desfilar no Victoria’s Secret Fashion Show, foi destaque na edição Swimsuit da Sports Illustrated, foi capa de inúmeras revistas ao redor do mundo e agora é uma marca global e embaixadora da Puma.
“Para mim, sempre foi uma questão de economizar dinheiro e garantir que poderia cuidar de mim e da minha família. O aspecto mais agradável da fama é o número de lugares aonde eu posso ir no mundo”.
Mas ainda assim, com todos estes sucessos, muitas vezes é questionada em entrevistas sobre a sua condição, sobre quando mais jovem e o bullying que enfrentou, situações que a deixam constrangida.
“É frustrante porque também sou uma pessoa que viveu uma vida plena. E para ser honesta, eu lidei com traumas muito piores do que a minha condição de pele. Colocar-me nesta pequena caixa incomoda-me”, confessou.
“Sou grata por fazer o que amo todos os dias, mas sinto-me animada de as pessoas falarem sobre o próximo capítulo de Winnie. É uma nova era fixada no activismo, no equilíbrio e en tornar-me fundadora da minha própria marca de cuidados com a pele”.





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